Estamos no meio.

 




O meio é o que temos para podermos sobreviver. Não é possível viver apenas a partir dos fins, do telos ao qual nos designamos. Viver assim é sempre se direcionar rumo ao apocalipse, rumo a um mundo condenado não por Deus, mas por nós mesmos. Vivermos no meio é aprendermos a viver onde tudo está ao nosso dispor, mas nem tudo deve ser usado de maneira indefinida, sob pena de desfazermos a relação de sacralidade que deve existir entre nós e aquilo que desconhecemos. Quem pode conhecer tudo? O sagrado é justamente o conhecimento que não temos sobre tudo aquilo que somos e vivemos.

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