Inadequado, inadequação. Já se sentiu impróprio? Já se sentiu forçado a ter de se adequar ao que você não considera adequado? Como se faz para ir adiante, mesmo com os tropeços e as pedras pelo caminho? Como se faz para suportar os sentimentos que nos afundam na cama e nos limitam no nosso poder de ação? Como se faz para ir adiante...?
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Uma semiótica da natureza.
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Marshall Mcluhan dizia que o meio é a mensagem, isto é, que a forma como apreende-se uma mensagem está condicionada pelo mecanismo que a manifesta. Se temos contato com o mundo, numa relação em que somos sujeitos e o mundo objeto de nosso conhecimento, me pergunto, que mensagem o mundo nos passa? Se formos nos ater ao que comumente se diz sobre o mundo natural, ao estilo de Francis Bacon, consideramos que devemos nos apropriar dele e tomarmos tudo o que existe de útil, do contrário seremos nós a vitima do exterior que nos intimida. Johann Fichte, na mesma direção, coloca o mundo como não-eu, tudo aquilo que precisa ser apropriado dialeticamente para ser unificado na experiência-síntese que é o eu. Nessa semiótica, o mundo deve ser apropriado e utilizado. Porém, como podemos pensar o mundo como ele é, como lugar o qual vivemos e habitamos, como ambiente, como meio ao qual circulamos e construímos o que somos? Porque não consigo pensar o mundo como exterioridade que me impele...
Estamos no meio.
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O meio é o que temos para podermos sobreviver. Não é possível viver apenas a partir dos fins, do telos ao qual nos designamos. Viver assim é sempre se direcionar rumo ao apocalipse, rumo a um mundo condenado não por Deus, mas por nós mesmos. Vivermos no meio é aprendermos a viver onde tudo está ao nosso dispor, mas nem tudo deve ser usado de maneira indefinida, sob pena de desfazermos a relação de sacralidade que deve existir entre nós e aquilo que desconhecemos. Quem pode conhecer tudo? O sagrado é justamente o conhecimento que não temos sobre tudo aquilo que somos e vivemos.
Em busca do bem viver.
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O bem e o belo são inseparáveis. Os grandes pensadores do passado sempre ressaltaram que essa dualidade nunca existiu. Hoje separamos por causa da conveniência da nossa situação. Sempre buscamos adequar o nosso pensamento ao mundo que vivemos, a forma de vida que vivemos. A vida voltada para o bem e o belo nada tem a ver com adequar o pensamento à vida, mas pelo contrário, em tornar a vida adequada ao que o pensamento e o espirito nos mostra. Realizar os instintos e movimentos espontâneos é fácil, normal. Difícil é tornar a alma forte por meio do esforço de quem luta para se superar e tornar-se alguém mais do que se é. A vida que reafirma o que já é, que ressalta o mundo humano como já é, não é digna de nada mais do que lhe é oferecida. Torna-se um momento da existência eterna, um instante supérfluo. Somente aquele que questiona mantem-se atento ao que está a vir. Em ‘O homem que calculava”, Malba Tahan, um livro cheio de sabedoria, diz: “Quem não desconfia de si mesmo, não mere...