Em busca do bem viver.

 


O bem e o belo são inseparáveis. Os grandes pensadores do passado sempre ressaltaram que essa dualidade nunca existiu. Hoje separamos por causa da conveniência da nossa situação. Sempre buscamos adequar o nosso pensamento ao mundo que vivemos, a forma de vida que vivemos. A vida voltada para o bem e o belo nada tem a ver com adequar o pensamento à vida, mas pelo contrário, em tornar a vida adequada ao que o pensamento e o espirito nos mostra. Realizar os instintos e movimentos espontâneos é fácil, normal. Difícil é tornar a alma forte por meio do esforço de quem luta para se superar e tornar-se alguém mais do que se é. A vida que reafirma o que já é, que ressalta o mundo humano como já é, não é digna de nada mais do que lhe é oferecida. Torna-se um momento da existência eterna, um instante supérfluo. Somente aquele que questiona mantem-se atento ao que está a vir.
Em ‘O homem que calculava”, Malba Tahan, um livro cheio de sabedoria, diz: “Quem não desconfia de si mesmo, não merece a confiança dos outros!”. Quem se ajusta a tal desconfiança?

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